Drogas ilícitas na cidade do Rio de Janeiro: perfil de autoria e territorialização da violência no espaço urbano
Palavras-chave:
Drogas, Criminalidade, Territorialidade, Rio de Janeiro, Juventude NegraResumo
A Lei nº 11.343/2006 criou o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD) e definiu os crimes ligados à produção, à utilização e ao comércio ilegal de entorpecentes. Neste artigo, buscou-se analisar o perfil daqueles(as) que foram detidos(as) com base no referido ordenamento legal, entre os anos de 2018 e 2021. Para tanto, os dados dos registros de ocorrência fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) foram analisados, especialmente no tocante às variáveis cor/raça, faixa etária, grau de escolaridade e sexo de autores(as). A dinâmica territorial dos fatos criminais disponíveis nos registros foi estabelecida considerando as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) e os bairros da cidade. Entre os resultados, destacaram-se a prevalência de indivíduos do sexo masculino, jovens e com baixa escolaridade na autoria dos diferentes tipos criminais analisados, assim como a concentração dos registros em determinados espaços da cidade, o que indica a existência de territorialidades de violência, com dinâmicas específicas na cidade do Rio de Janeiro.
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