Comparação dos crimes contra a vida nas UPPs antes e depois da Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro
Palabras clave:
UPP, Copa do Mundo 2014, Jogos Olímpicos 2016, Análise de CorrespondênciaResumen
Durante anos, o Estado combateu o crime organizado nas comunidades mais carentes, em sua grande maioria, controladas pelo tráfico de drogas (MACHADO DA SILVA, 2010; LEITE, 2012; RUEDIGER et al., 2017). No final de 2008, o governo do estado do Rio de Janeiro optou pela implantação de um novo modelo de policiamento, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), com o objetivo de consolidar o controle estatal sobre esses territórios com forte influência da criminalidade e, também, de poder proporcionar o desenvolvimento social e econômico destas regiões. Na época, este modelo, que foi considerado inovador, chegou a obter alguns elogios e bons resultados iniciais (BURGOS et al., 2011; LEITE, 2012; DE JESUS, GOMES, NGULO-MEZA, 2014). A partir dos dados disponibilizados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o objetivo deste estudo é identificar as possíveis mudanças de comportamento (ou migrações) ocorridas nos delitos contra a vida nas UPPs ao longo do tempo. A análise de correspondência mostrou que, das 38 comunidades estudadas, 11 tiveram associações piores após os eventos.
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